Férias?! Deve ser para rir...

imagem tirada da net
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Ao fim de duas semanas de férias, em casa, com os meus 4 filhos, tenho várias coisas queridas para contar:

1º SOBREVIVEMOS!
Literalmente, o que não me matou tornou-me mais forte (há pessoas desagradáveis que lhe chamam... mais gorda.);

2º Surpreendentemente, dei por mim a pensar que não sei se é pior quando os 3 rapazes andam ao estalo ou quando brincam em harmonia, já que as brincadeiras que geraram consenso #entreeles passaram por:

- Pontuar o barulho dos puns de 1 a 5 e o cheiro de "A" a "D". Assim, enquanto uns orgulhosamente conseguiram obter um valente D5, outros não passaram de um B3, apesar do esforço tremendo...

- Ver quem consegue saltar a maior distância entre os sofás, cadeiras, lances de escadas,... #semsepartirem

- Jogar ao mata, fazendo uso de sapatos e de laranjas e limões podres;

- Dançar e grunhir parvamente ao som de músicas ainda mais parvas;

- Congelar desperdícios que lhes saíram do corpo, tais como, unhas, cabelos e dois dentes, alegando que são "experiências importantes";

- Empoleirar-se nos muros do nosso jardim, agarrados à rede, a chamar aos gritos, nomes inventados, como por exemplo: "Ó Humbréeeeeeelio", "Vesgôooooooncio", "Copertiiiiiiiiiiina", ...;

- Testar quem come mais depressa, quem é o mais "elástico", quem consegue beber mais água de seguida... sem rir;
(...)

3º Já deu para perceber que os 3 rapazes sempre que decidiram brincar... desligaram o cérebro. Espero que, tanto tempo sem oxigenação cerebral, não tenha deixado sequelas para todo o sempre! #nelesjáqueamimdeixou

4º Andei a funcionar à base de café, gritos e chocolate em forma de ovos, galinhas e coelhinhos, tudo recheado com amêndoa ou praliné e envolto numa irritante folhinha de alumínio às cores... Chegou a um ponto que já os "descascava" com os dentes!

5º Nem tudo foi péssimo, houve coisas apenas mazinhas e outras até roçaram o agradável!
Este cenário de enlouquecer a Santinha Montessori, permitiu que as birras, aos milhares, da minha rica filha, virassem um acontecimento suportável e comparável a música ambiente de elevador...

6º O que me valeu, e pôs fim à minha auto-penitência - resultado da mochila de culpa que carrego (por ter conseguido mantê-los a salvo de si próprios por mera sorte, por me ter apetecido mais enterrar pauzinhos de sushi nos ouvidos do que brincar com eles à sua maneira, por ter andado a comprar sopas do supermercado enquanto outras mães publicavam fotos de momentos perfeitos a cozinhar com as crias, de narizinho sujo de farinha integral, biológica e sem glúten) foi o facto de eles irem para a escola com pena das férias terem acabado. É bom sinal... gostaram! (Ou então a escola deles é mesmo, mesmo, mesmo muita má...).

Antes de saírem de casa, abraçaram-me, deram-me beijinhos lambuzados e um deles até perguntou se eu estava triste... (HAHAHAHAHAHAHA).

7º Amo-os a todos que dói, mas.... IRRA! Passados 15 dias, umas horinhas quase sozinha, serão fundamentais para reforçar o frágil fio que suporta a minha escassa sanidade mental!

CONCLUSÃO: Dói menos fazer depilação integral ao pipi com uma Epilady dos anos 80, do que estar SOZINHA, em casa, durante 15 dias, com os meus 3 rapazes e uma diva em ascensão!

E eu que só queria um casalinho...
A Mãe dos Quatro!